Filhos de Macunaíma
Miguel Antunes Ramos
2019, 90 min
Em ocasião do lançamento de A Voz de Deus (2026) nos cinemas, novo longa de Miguel Antunes Ramos, apresentamos o foco dessa semana reunindo obras do diretor já presentes no catálogo com a entrada de mais dois filmes. A dupla de filmes do diretor propõe uma reflexão crítica e sensível sobre questões indígenas contemporâneas, explorando relações entre memória e identidade por meio de abordagens cinematográficas distintas. Em A Flecha e a Farda, o cineasta confronta registros oficiais da ditadura empresarial-militar dos anos 1970 da formação da Guarda Rural Indígena (GRIN) com os testemunhos de indígenas Krahô e Xavante que vivenciaram esse período de militarização. O contraste de vozes revela implicações profundas de violências da ditadura sobre essas populações e impõe resistências à narrativa histórica oficial predominante nas imagens. Já em Filhos de Macunaíma (2019), Ramos adota um olhar mais próximo e cotidiano, acompanhando três núcleos de personagens – Maria e Daniel, Teuza, e a Família Teles -no todos vinculados por uma origem indígena comum. Cada núcleo, com suas particularidades, reflete sobre as diversas formas de vivenciar e ressignificar essa origem, destacando as complexidades e desafios enfrentados em contextos urbanos.
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