embaúba play + vitrine filmes III
Dando continuidade à parceria com a Vitrine Filmes, apresentamos o terceiro lançamento, que reúne os longas Quando Eu Era Vivo (Marco Dutra, 2014), A Torre (Sergio Borges, 2021), Redemoinho (José Luiz Villamarim, 2017) e Pela Janela (Carolina Leone, 2017). Entre os filmes, estabelece-se um elo narrativo: personagens confrontam passagens marcantes de suas histórias – retornos ao lar, reencontros, viagens e isolamentos voluntários são elementos recorrentes que atravessam essas narrativas. Em Quando Eu Era Vivo, o horror pauta a complexa relação entre pai e filho. Desempregado, o protagonista retorna à casa paterna e se vê diante da possibilidade de contato sobrenatural com a mãe falecida. Tal atmosfera de estranhamento e sonho reaparece em A Torre, onde o protagonista se isola em uma floresta, colocando-se frente a frente com fragmentos de sua história. Ali, André (Enrique Diaz) vê sua masculinidade desafiada por comunidades libertárias e mergulha em uma crise de cunho psicológico ao se relacionar com um jovem que conhece nesse contexto. Diferentemente dos dois primeiros filmes mencionados, Redemoinho e Pela Janela apresentam, mesmo sob uma tonalidade triste, uma ótica mais voltada à celebração da vida, dos afetos e das relações. A poesia de Redemoinho emerge no reencontro entre dois amigos que, ao perceberem a passagem do tempo, confrontam os caminhos tão distintos que seguiram na vida. Já Pela Janela acompanha a trajetória de Rosália (Magali Biff), uma mulher que, após anos trabalhando em uma fábrica, é demitida e embarca em uma viagem de carro com o irmão rumo a Buenos Aires. Partindo de um olhar habituado à rotina, o filme revela, pouco a pouco, uma abertura sensível ao mundo, construindo o retrato delicado de uma transformação pessoal.